domingo, 19 de abril de 2015

Dá tempo ao tempo

Sexta-feira, 17 de abril: A humildade cristã não é masoquismo mas amor – esta a principal mensagem da homilia do Papa Francisco na Missa na Capela da Casa de Santa Marta.

Partindo da leitura dos Atos dos Apóstolos proposta pela liturgia do dia, o Santo Padre referiu que os Apóstolos estavam perante o Sinédrio acusados de pregarem o Evangelho. Todavia, um fariseu, de nome Gamaliel, toma a palavra e propõe que sejam libertados com o argumento de que se a mensagem que pregam for de origem humana seria destruída, o que não aconteceria se viesse de Deus. O Sinédrio aceita a sugestão e dá algum tempo ao assunto:

“Dá tempo ao tempo. Isto serve para nós, quando temos maus pensamentos contra os outros, maus sentimentos, quando temos antipatia, ódio, não os deixar crescer, parar, dar tempo ao tempo. O tempo mete as coisas em harmonia e faz-nos ver o justo das coisas. Mas se tu reages no momento da fúria, seguramente, que serás injusto. E faz mesmo mal a ti próprio. Este é um conselho: o tempo, o tempo no momento da tentação.”

A atitude de parar significa dar tempo ao Espírito Santo, para que nos ajude a chegar à paz. Tal como os Apóstolos, no episódio relatado, que são flagelados e saem do Sinédrio contentes por terem sido ultrajados em nome de Jesus:

“O orgulho dos primeiros leva-te a querer matar os outros, já a humildade, também a humilhação, levam-te à semelhança com Jesus. E isso é algo que nós não pensamos. Neste momento, em que tantos irmãos e irmãs são martirizados em nome de Jesus, eles estão neste estado, têm neste momento a felicidade de sofrer insultos, inclusive a morte, pelo nome de Jesus. Para fugir do orgulho dos primeiros, há somente o caminho de abrir o coração à humildade, e a ela jamais se chega sem a humilhação. Esta é uma coisa que não se entende naturalmente. É uma graça que devemos pedir.”

A graça “da imitação de Jesus” – concluiu o Santo Padre – é uma imitação testemunhada não somente pelos mártires de hoje, mas também por aqueles “tantos homens e mulheres que sofrem humilhações todos os dias pelo bem da própria família” e “fecham a boca, não falam, suportam por amor de Jesus”:

“E esta é a santidade da Igreja, esta alegria que dá a humilhação, não porque a humilhação é bela, não, isso seria masoquismo. Porque com aquela humilhação imita-se Jesus. Duas atitudes: a do fechamento que leva ao ódio, à ira, a querer matar os outros; e a da abertura a Deus no caminho de Jesus, que faz receber as humilhações, inclusive as mais fortes, com esta felicidade interior porque estamos certos de caminhar na estrada de Jesus.” 

domingo, 12 de abril de 2015

From bees with ️Love

Esta entrou dentro da máscara... Que aflição ....

Passadas umas horas ...

No outro dia de manhã ...