segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Até sempre Sr. Geraldo




Era o Sr. Geraldo que com a sua paciência nos ia tirar uma foto no inicio dos jogos e sempre tentava fazer a sua cobertura. Retratou-me, aos meus irmãos, e também ao meu pai. Recordações preciosíssimas!

Hoje sinto-me mais pobre. Muitas das minhas memórias presentes devem-se ao meu amigo Geraldo! Obrigado por tudo Sr. Geraldo e até sempre.

Aqui ficam algumas fotos que ele tirou não sei há quanto tempo.




Alguns elementos da equipa de séniores onde o meu pai jogava na altura. Ainda me lembro daquele saco azul claro da Adidas.



Depois de um jogo, creio que depois de dar uma pequena entrevista sobre os jovens de Tavira.




Ao lado do prof. Helder na homenagem feita pelo Olhanense aos Campeões Europeus Sub. 18

Lindo texto!!!



DATE A GIRL WHO READS
by Rosemarie Urquico 


Date a girl who reads. Date a girl who spends her money on books instead of clothes. She has problems with closet space because she has too many books. Date a girl who has a list of books she wants to read, who has had a library card since she was twelve.

Find a girl who reads. You’ll know that she does because she will always have an unread book in her bag.She’s the one lovingly looking over the shelves in the bookstore, the one who quietly cries out when she finds the book she wants. You see the weird chick sniffing the pages of an old book in a second hand book shop? That’s the reader. They can never resist smelling the pages, especially when they are yellow.

She’s the girl reading while waiting in that coffee shop down the street. If you take a peek at her mug, the non-dairy creamer is floating on top because she’s kind of engrossed already. Lost in a world of the author’s making. Sit down. She might give you a glare, as most girls who read do not like to be interrupted. Ask her if she likes the book.

Buy her another cup of coffee.

Let her know what you really think of Murakami. See if she got through the first chapter of Fellowship. Understand that if she says she understood James Joyce’s Ulysses she’s just saying that to sound intelligent. Ask her if she loves Alice or she would like to be Alice.

It’s easy to date a girl who reads. Give her books for her birthday, for Christmas and for anniversaries. Give her the gift of words, in poetry, in song. Give her Neruda, Pound, Sexton, Cummings. Let her know that you understand that words are love. Understand that she knows the difference between books and reality but by god, she’s going to try to make her life a little like her favorite book. It will never be your fault if she does.

She has to give it a shot somehow.

Lie to her. If she understands syntax, she will understand your need to lie. Behind words are other things: motivation, value, nuance, dialogue. It will not be the end of the world.

Fail her. Because a girl who reads knows that failure always leads up to the climax. Because girls who understand that all things will come to end. That you can always write a sequel. That you can begin again and again and still be the hero. That life is meant to have a villain or two.

Why be frightened of everything that you are not? Girls who read understand that people, like characters, develop. 

If you find a girl who reads, keep her close. When you find her up at 2 AM clutching a book to her chest and weeping, make her a cup of tea and hold her. You may lose her for a couple of hours but she will always come back to you. She’ll talk as if the characters in the book are real, because for a while, they always are.

You will propose on a hot air balloon. Or during a rock concert. Or very casually next time she’s sick. Over Skype.

You will smile so hard you will wonder why your heart hasn’t burst and bled out all over your chest yet. You will write the story of your lives, have kids with strange names and even stranger tastes. She will introduce your children to the Cat in the Hat and Aslan, maybe in the same day. You will walk the winters of your old age together and she will recite Keats under her breath while you shake the snow off your boots.

Date a girl who reads because you deserve it. You deserve a girl who can give you the most colorful life imaginable. If you can only give her monotony, and stale hours and half-baked proposals, then you’re better off alone. If you want the world and the worlds beyond it, date a girl who reads.

Or better yet, date a girl who writes)

Aquele que viaja!



África, até já!!! 

" Aquele que viaja, engrandece a sua vida"
Ditado Berber



FOTO: Lino Nunes
A caminho de Santiago

domingo, 16 de dezembro de 2012

Os mimos da minha avó



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"Os mimos da minha avó. Tem sempre um Kinder Bueno para mim. Sem palavras para a descrever. Por isso fotografo. :)"

Novidades da Horta da varanda: Custou mas teve que ser!





Os meus queridos manjericões estavam a morrer e eu sem saber o que fazer. Pesquisei e encontrei um site onde diziam que os espigões com flores devem ser cortados assim que aparecem, porque isso faz parte do natural desenvolvimento da planta. Aparecem as flores e a planta morre para depois nascer.

Custou-me cortar as flores que estavam bonitas mas foi para o bem do Manjericão :)

Vamos lá ver se funciona.

Location:Praceta Teixeira Gomes,Tavira,Portugal

sábado, 15 de dezembro de 2012

Chá da Matilde



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A Samanta teve um bébé. Esta foto foi tirada durante o Chá da Matilde, um novo conceito de festa!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O site da Academia de Salsa do Algarve



Não está um super site, com super animações e imagens estonteantes, mas é o meu site, feito por mim, do qual me orgulho muito... www.salsa-algarve.com. E ainda vai ficar melhor!! :)




quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Mas que novidade, Portugal entre os mais corruptos da Europa

Diário de Notícias, 5 Dezembro 2012


"A Transparency International alertou constantemente a Europa para lidar com os riscos de corrupção no setor público para lidar com a crise financeira, apelando a esforços mais vigorosos para tornar as instituições públicas à prova de corrupção", afirma a organização não governamental em comunicado divulgado juntamente com o 'ranking'.
Portugal está em 33.º lugar no 'ranking' de 176 países, uma posição abaixo do registado no ano passado, enquanto a Espanha sobe alguns lugares.
Portugal apresenta uma classificação de 63, numa escala de 0 a 100, que vai de "muito corrupto" a "muito limpo".
Numa análise aos países da União Europeia (UE), Portugal surge em 15.º lugar, tendo abaixo apenas alguns países da Europa de Leste, Grécia, Itália e Malta.
Itália, e sobretudo Grécia, registaram quebras significativas em relação aos resultados apurados pela Transparency International (TI) em 2011.

Os países mais bem colocados são a Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia, com resultados de 90, graças a "forte acesso a sistemas de informação e regras de governação de desempenho dos titulares de cargos públicos", afirma a TI.
Na parte inferior da tabela estão novamente Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, que não têm mecanismos de responsabilização dos seus líderes e instituições públicas eficazes, adianta a organização.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

3 de Dezembro, dia Internacional das Pessoas com Deficiência


Hoje celebra-se o dia Internacional das Pessoas com Deficiência, por isso decidi partilhar no meu mural um vídeo que um amigo fez sobre o seu filho, o que serve também para educar um pouco a população sobre o síndrome de Angelman! Força amigo Ricardo Chaves, sempre levaste grandes nozadas minhas no andebol, mas não é por isso que não te admiro nesta luta! Abraço!!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ricardo Araújo Pereira - Economistas e Chimpazés


Notas sobre finanças (e chimpanzés)

Talvez fosse importante que alguém apresentasse Vítor Gaspar a um ser humano
Ricardo Araújo Pereira

Após alguma reflexão sobre o assunto, ocorreu-me que talvez fosse importante que alguém apresentasse Vítor Gaspar a um ser humano.

Podia ser um encontro discreto, a dois, só com um terceiro elemento que começasse por fazer as honras: "Vítor, é o ser humano. Ser humano, é o Vítor." E depois ficavam a sós, a conviver um bocadinho.

Perspicaz como é, o ministro haveria de reparar que, entre o ser humano e um algarismo, há duas ou três diferenças. O ser humano comparece com pouca frequência nas folhas de excel, ao contrário do algarismo. E o algarismo não passa fome nem morre, ao contrário do ser humano.

É raro encontrarmos uma lápide, no cemitério, com a inscrição: "Aqui jaz o algarismo 7. Faleceu na sequência de um engano numa multiplicação. Paz à sua alma." Mal o ministro tivesse percebido bem a diferença entre o ser humano e os números, poderia voltar às suas folhas de cálculo. Admito que se trata de uma experiência inédita, mas gostaria muito de a ver posta em prática.

Houve um tempo em que quem não soubesse de economia estava excluído da discussão política. Felizmente, esse tempo acabou. Os que percebem de economia são os primeiros a errar todos os cálculos, falhar todas as previsões, agravar os problemas que pretendiam resolver.

As propostas de um leigo talvez sejam absurdas, irrealistas e inexequíveis. Não faz mal: as do ministro também são. Estamos todos em pé de igualdade.

A realidade não aprecia economistas. Se um chimpanzé fosse ministro das Finanças, talvez a dívida aumentasse, o desemprego subisse e a recessão se agravasse. Ou seja, ninguém notava.

Como toda a gente, também tenho uma sugestão para reduzir a despesa. Proponho que Portugal venda uma auto-estrada para o Porto. Temos três, e não precisamos de todas. Há-de haver um país que esteja interessado numa auto-estrada para o Porto. Não há nenhuma auto-estrada para o Porto no Canadá, por exemplo. Nem na Noruega. (Eu confirmei estes dados.) São países ricos, aos quais uma auto-estrada para o Porto pode dar jeito. Fica a proposta. Não é a mais absurda que já vi.

P.S.: Alguns leitores atentos tiveram a gentileza de me alertar para o facto de o título da minha última crónica (Meus caros portugiesisch ) não fazer sentido. Em alemão, aquilo não se diz assim, como qualquer pessoa minimamente versada em alemão saberia. Sucede que isso fazia parte da minha estratégia para caricaturar a altivez de Angela Merkel em relação aos portugueses. O objectivo era mostrar que ela é arrogante a ponto de cometer erros básicos, mesmo quando se nos dirige na sua própria língua, por considerar que nós não merecemos mais consideração. Ao contrário do que uma análise superficial poderia indicar, não se tratou de ignorância minha. Não fui à internet traduzir toscamente para alemão o que pretendia dizer, sendo induzido em erro pelo tradutor do Google. Não, não. Nem pensar nisso. Foi um erro extremamente voluntário. Mas agradeço na mesma.



Ler mais: http://visao.sapo.pt/notas-sobre-financas-e-chimpanzes=f699327#ixzz2DhP8qH9a

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Vejam esta reportagem que ganhou um prémio Gazeta


Portugal importa alhos da China, maçãs de Espanha, laranjas de África, carne do Brasil, Açúcar de Cuba. Importa 75% dos cereais que consome e está cada vez mais dependente do exterior para se alimentar.

Quem Semeia Vento - SIC Notícias

No youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=pihoSgedliQ&playnext=1&list=PLDDCD64D9E234C13E&feature=results_main

sábado, 17 de novembro de 2012

As minhas aventuras no xadrez online! Quem é que explica isto?

Depois de ter mais de 1200 pontos, andei numa fase horrível que me levou para abaixo dos 1100. Perco jogos infantilmente! Depois numa serie de 2 jogos ganho a 2 jogadores com mais de 1250! Realmente não há como explicar o xadrez!










Há pessoas boas...


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A teoria da Greve!


Sinceramente não vejo como não trabalhar pode alterar alguma coisa. A situação é crítica mas não vejo como é que não trabalhando estamos a contribuir para algo de mais positivo. Penso que as greves já não se adaptam aos tempos de hoje e tem que haver formas de mostrar o nosso desagrado de outro modo.

Enquanto não houver responsabilização política pelos maus actos cometidos por quem governa, não há volta a dar! Demitem-se de um lado e vão para outro ganhar o mesmo ou mais. Gostava de ver muitos políticos no tribunal acusados de gestão danosa e a prestar contas pelo pobre desempenho que tiveram... Corrijo, no tribunal não, porque não funcionam e eles sabem disso. Antes numa instância externa (recordem o caso Madoff que foi julgado em menos de 6 meses nos EUA, e os responsáveis pelo BPN aí andam a passear-se).. isso sim... para que   os corruptos não ficassem a rir! Imaginem o que seria cada um de nós ir a casa do Primeiro Ministro, em funções e os anteriores a pedir satisfações...

Não há modelo político, seja de esquerda ou de direita que funcione quando é gerido por pessoas corruptas que põem os interesses pessoais e do círculo de amizades à frente dos da nação!! Isto é que é necessário perceber e actuar neste sentido. Não sei se com greves vamos lá... A não ser que aproveitemos o dia para pedir contas aos responsáveis, para que eles não pensem que podem fazer o que quiser!

Pelo menos esta greve uniu uma Europa dividida, disso não há duvida!!


Tempo para rir um pouco... nunca é tempo desperdiçado! :)

O dia começa cedo. A pedalar para o campo




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"O dia começa cedo. A pedalar para o campo. "

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Homem Duplicado - José Saramago





O Homem Duplicado - José Saramago

Acabei de ler e é de facto um livro excelente, apesar de não ser tão introspectivo quantos outros que já li do Saramago. No entanto é bem melhor que muitos que estão no top de vendas!

Há alguns pontos no entanto que achei sublimes nesta história:
- A relação de Tertuliano, um professor de história à beira da depressão e que vive só, com Maria da Paz é tão bem descrita, que me ajuda a entender também muitas das minhas atitudes!
- A teoria dos subtons, que trata do que realmente as palavras querem dizer consoante o tom que é dita!
- As borras de café, que são o que fica depois de filtrada a palavra dita.
- As conversas com o Senso Comum - .«não se deixe enganar, o senso comum é demasiado comum para ser realmente senso, no fundo não passa de um capítulo da estatística, e o mais vulgarizado de todos.»
Descobri que vai ser adaptado para cinema brevemente, e sinceramente estou muito curiosos para saber como estes temas vão ser abordados, que são no meu ver o ponto forte de Saramago, muito mais que o enredo da história, que no meu ver está também muito boa!

sábado, 10 de novembro de 2012

The Findhorn Ecovillage



Faz algum tempo pensei num projecto destes antes de imaginar que haviam comunidades deste tipo. Curiosamente, numa das minhas leituras deparei-me com esta ecovilage e  pensei que a minha vida numa vila assim faria todo o sentido. Num espaço em que as pessoas se ajudam umas às outras a viver com honestidade, amor e consciência relativamente ao que dizem e fazem, vivendo em sintonia com a Natureza, as crianças vivem desde pequenas os espírito comunitário: cozinham, trabalham no jardim, dançam, cantam, celebram e meditam.

Isto reforça a minha ideia de que é possivel viver com menos coisas das quais consideramos indispensáveis.

Começou como um velho parque de campismo e hoje é um caso de sucesso e um dos centros internacionais de educação de adultos e de transformação pessoal.

O link para o site é este: http://www.findhorn.org/

Quero constituir uma vila assim! Há voluntários??

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Simplicidade





"If one’s life is simple, contentment has to come. Simplicity is extremely important for happiness. Having few desires, feeling satisfied with what you have, is very vital: satisfaction with just enough food, clothing, and shelter to protect yourself from the elements. And finally, there is an intense delight in abandoning faulty states of mind and in cultivating helpful ones in meditation."

Dalai Lama

O Sol





Depois de tanta chuva boa como sabe bem acordar com o sol a bater na cara. Viver no Algarve tem aspectos negativos mas temos que valorizar estes pequenos bombons.

Location:Praceta Teixeira Gomes,Tavira,Portugal

sábado, 3 de novembro de 2012

Palavra do dia : proteiforme no Dicionário de Português

proteiforme: adj. Que muda de forma frequentemente (como Proteu, deus da mitologia grega).

http://www.dicio.com.br/proteiforme/

Mais significados no Dicio.com.br, o Dicionário Online de Português


Sent from my iPad

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Adorei isto... Ary dos Santos no seu melhor...


Há quem diga que as coisas mais belas na vida não são pagas. Para quem duvida e mesmo até quem concorde gostava que ouvisse este poema que é de arrepiar.

As portas que Abril Abriu - Ary dos Santos





Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.

Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Dia de todos os Santos

O Dia dos Finados celebra-se no dia 2 e o de Todos os Santos no dia 1. Mas a tradição diz que é no dia 1 que se vai cuidar das campas dos nossos queridos que já foram vivos.

Mas, para antecipar a confusão, hoje já fui com a minha avó ao cemitério. Nem foi tão desagradável quanto esperava. O cemitério fica bonito e muito colorido, e senti uma sensação de paz e de vontade de aproveitar a vida. Uma lembrança constante que não devemos desperdiçar tempo com coisas que não valem a pena. Faz pensar também que quando for eu na campa, alguém vai fazer isto por mim? Será que eu me vou importar com isso?

Os avós ainda nos podem ensinar muito, especialmente nestes tempos em que o Halloween e parece ter tomado conta.

Já dizia o cantor: "não te esqueças das tuas raízes, pode ser que um dia as pises".








Rir para não chorar...


Um dos meus filmes favoritos.


“We don't read and write poetry because it's cute.
We read and write poetry because we are members of the human race. And the human race is filled with passion.
And medicine, law, business, engineering - these are noble pursuits and necessary to sustain life.
But poetry, beauty, romance, love - these are what we stay alive for.”

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Não sou grande fã de romances.... mas já agora gostava de lêr este...

Ana Teresa Pereira vence Grande Prémio de Romance da APE - Cultura - PUBLICO.PT

 

 

A escritora Ana Teresa Pereira conquistou o Grande Prémio de Romance e Novela, com o romance O Lago, anunciou esta quarta-feira a Associação Portuguesa de Escritores (APE).

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A àgua das chuvas

A água da chuva é das melhores coisas que podemos dar às plantas. Eu esforço-me para que elas tenham isso sempre que possível. Num dia consegui 30 litros o que deve dar para umas semanas de rega :)



terça-feira, 23 de outubro de 2012

O melhor humor do mundo...

E porque a vida não é só tristeza e crise, aqui fica um pouco de uma das minhas séries favoritas... Monty Python e o seu humor bastante inteligente! Aliás, creio que é necessário uma pessoa ser inteligente para ter piada e fazer rir, mas isso são apenas teorias minhas, que terão que ser comprovadas...



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Aquela pessoa

 

E agora digam-me lá se não há aquela pessoa que quando dançamos com ela tudo parece que encaixa, adivinha-nos os passos e os movimentos como se fosse ela a pensar e por algum mecanismo etéreo nos obrigasse a fazer o que ela quer, como se fosse só um corpo que se volta a dividir em dois quando acaba.


domingo, 21 de outubro de 2012

Recomeçar...


"Recomeça
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças..."

Miguel Torga


Foto: Sementes de Bróculo com uma semana por Lino Nunes

Um filme muito duro e revoltante... mas que nos faz pensar!!

Não é nada fácil assistir isto até ao fim... é um sofrimento continuo...

Mas se contribuir de algum modo para termos um mundo melhor vou partilhar! Não podemos consentir que estas situações continuem, fora da vista e do coração! Se não houvesse procura de determinados bens, muito disto não acontecia...

Touradas, casacos de peles, circos, zoológicos, matadouros, temos que pensar a sério sobre isto...
Há que mudar de atitude...

Poesia






"Há dias em que morro de amor.
Noutros, de tão desamado,
Morro mais um pouco"

Casimiro de Brito

Foto: Lino Nunes

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Poesia do Drummond






Foto by Lino Nunes
Carlos Drummond de Andrade
(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
(...) E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
(Resíduo)

domingo, 14 de outubro de 2012

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Há alturas do dia...

Vende-se sorriso

 

Há alturas do dia que penso que só com um arame destes e mesmo assim acho que a pele se rasgaria antes de esboçar qualquer sorriso. Não entendo nada das pessoas. Não fazem sentido!

Depois passa...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Graças a um aparelho motorizado que nos emprestaram, conseguimos lavrar a horta toda.


Depois só tivemos que arranjar estrume e já plantar as duas primeiras fileiras de ervilhas e favas.






As azeitonas - dia 1

Depois de irmos apanharmos as azeitonas de umas oliveiras em frente à escola, chegou a altura de começar a prepará-las.

Dia 1

Introduzir as azeitonas num recipiente com Soda caustica (20 g por kg) e água.





quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Inicio da fase 2 - lavrar a terra

A terra dura é difícil de lavrar por isso tive,os que a regar para ficar mais mole, tudo feito a baldes de agua, porque a mangueira ainda não chega lá.

Amanha começamos a semear.

Vamos começar com favas e grizéus.














A humildade

Uma das coisas que mais me tocam na personalidade das pessoas é a humildade e a capacidade de admitir que por vezes nem tudo corre bem nas nossas vidas, mesmo sendo um dos melhores bailarinos de salsa que eu conheço, onde tudo deveria ser bom, e fantástico.





Aqui fica o meu like! Porque está muito bem dito.

domingo, 30 de setembro de 2012

Como acabar uma conversa

Ao almoço estava eu e a minha mãe a argumentar com a minha avó que o bife de vaca era para ser mal passada e ela a teimar que não. Comecei a lembrar-me de todos os bifes de vaca que comi muito bem passados e duros e na oportunidade perdida de comer um belo naco suculento. Isso ainda me deu mais convicção na conversa. Quando de repente diz a minha a avó: "filho fizeste a barba e estás tão bonito" e dá-me um beijinho. Eu dou-lhe outros desarmado e Fim de conversa e uma bela lição.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O Ter e o gostar!

Estou a ler um livro e às páginas tantas diz assim:
Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.
Bonito!
Obrigado Zé por estas jóias filosóficas que deambulam entre os teus contos! Pena que poucos conheçam...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Tenho que voltar a estudar porque já não pecebo nada disto...

Alguém que me explique como se fosse mesmo burro:

O governo baixa a segurança social para as empresas, numa expectativa de aumentar o emprego, mas depois prevê a queda do consumo privado de 2,2% em 2013.

Alguma coisa não bate certo, porque aumentando o emprego, devia-mos esperar que o consumo também aumentasse, mas não! O consumo vai diminuir, o que quer dizer que não vai haver diminuição de desemprego, o que quer dizer que esta política de diminuir a carga fiscal da segurança social para as empresas não tem efectivamente nenhuma efeito positivo, exceptuando a de retirar ainda mais poder de compra às famílias, e isso fará certamente diminuir o consumo privado!

Alguém que perceba de economia que me explique por favor, que políticas são estas, porque eu já desisti de tentar entender...

Vão-se F....!

Este texto foi escrito por uma rapariga (Ângela Crespo) no facebook, mas denota tão bem o sentimento geral de descontentamento em que vivemos que resolvi transcrever para o meu blog.

Com alguma sorte, daqui a uns anos isto me faça olhar para trás e pensar, que mal que estávamos, mas já demos a volta por cima! O que sinceramente e depois do que estudei e vi, não me parece que venha a acontecer, mais provavelmente acontecerá o contrário, ou seja, estou extremamente convencido que vai piorar.

Fica aqui então o texto e a minha homenagem a esta cidadã

Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso.
Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Come

cei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilho país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me as chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho hé 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A Emigração...

A Emigração é tema recorrente na actualidade, mas eu continuava convicto não era para mim. Apesar de gostar de viajar e de conhecer, e de me sentir muito perdido, muitas vezes, consigo andar por cá, na minha Praceta, fazendo o que gosto e com gosto

Reconheço que sou massacrador e chato com algumas pessoas mais próximas (uma especialmente e que vou estar eternamente agradecido, excluindo a minha mãe e resto família que sofrem bastante por pensarem que estou maluco e sou facilmente influenciável) com os meus dilemas existenciais e sociais.

Diz a minha amiga Irmi que sinto-me assim porque posso fazer tanta coisa e há tantas oportunidades que simplesmente fico baralhado e acabo por não fazer nada. Faz-me pensar esta observação e concluo que não é descabida de todo.


Em conversas com a minha afilhada falamos da porcaria de situação em que nos encontramos, da crise, e  de amigos que estão fora e no sucesso que têm tido, e nisto o tema voltou a interessar-me.  Digo agora que não é coisa que não faça. Sinto-me atraído pelo desconhecido e pela aventura, começar tudo de novo, conhecer outras realidades...

Mas depois há o reverso da medalha que são os meus amigos, a minha Salsa, ... e as minhas raízes...

Para terminar aqui fica um texto do MEC, que eu adoro e que mostra um dos pesos que usados na balança quando se pesa os prós e contras de sair daqui.

Amo-te, Portugal
 Portugal,

Estou há que séculos para te escrever. A primeira vez que dei por ti foi quando dei pela tua falta. Tinha 19 anos e estava na Inglaterra. De repente, deixei de me sentir um homem do mundo e percebi, com tristeza, que era apenas mais um dos teus desesperados pretendentes.

Apaixonaste-me sem que eu desse por isso. Deve ter sido durante os meus primeiros 18 anos de vida, quando estava em Portugal e só queria sair de ti. Insinuaste-te. Não fui eu que te escolhi. Quando descobri que te amava, já era tarde de mais.

Eu não queria ficar preso a ti; queria correr mundo. Passei a querer correr para ti - e foi para ti que corri, mal pude.

Teria preferido chegar à conclusão que te amava por uma lenta acumulação de razões, emoções e vantagens. Mas foi ao contrário. Apaixonei-me de um dia para o outro, sem qualquer espécie de aviso, e desde esse dia, que remédio, lá fui acumulando, lentamente, as razões por que te amo, retirando-as uma a uma dentre todas as outras razões, para não te amar, ou não querer saber de ti.

Custou-me justificar o meu amor por ti. És difícil. És muito bonito e és doce mas és pouco dado a retribuir o amor de quem te ama. Até dás a impressão que tanto te faz seres odiado como amado; que gostas de fingir que estás acima disso, olhando para os portugueses de agora como o céu olha para os passageiros nos aviões.

Já que estava apaixonado, sem maneira de me livrar - nem sequer voltando para ti e vivendo contigo mais trinta anos - que remédio tinha eu senão começar a convencer-me que havia razões para te amar.

Encontram-se sempre. E, a partir de certa altura, quando já são seis ou sete razões que se foram arranjando ao longo dos anos, deixamos de amaldiçoar este amor que nos prende a ti e, inevitavelmente, começamos a sentir-nos, muito estúpida e secretamente, vaidosos por te amarmos. Como se fôssemos nós que tivéssemos sido escolhidos.

Digo nós mas falo por mim. Digo eu sabendo que não sou só eu, que nós somos muitos. Possivelmente todos. Tragicamente todos, um bocadinho. Se calhar estamos todos, de vez em quando, um bocadinho apaixonados por ti.

A tua pergunta bocejada, de país farto de ser amado, amado de mais, aborrecido com tanto amor, apesar da merda que tens feito e da maneira como nos pagas, é sempre a mesma: «Diz-me lá, então, porque é que me amas...»

Pois hoje vou-te dizer. Não me interessa nada a tua reacção. Estás a ver? Já comecei a mentir. É sinal que a minha carta de amor já começou.

Amo-te, primeiro, por não seres outro país. Amo-te por seres Portugal e estares cheio de portugueses a falar português. Não há nenhum outro país, por muito bom ou bonito, onde isso aconteça.

Mesmo que não achasse em ti senão defeitos e razões para deixar de te amar, preferia isso, mesmo deixando de te amar, a que não existisses.

Se deixasses de existir, o meu olhar ficava de luto e nunca mais podia olhar para o resto do mundo com os olhos inteiramente abertos ou secos ou interessados.

Para que continuasses a existir, mesmo fazendo cada vez mais merda, trocava imediatamente ir-me embora de ti e nunca mais poder voltar e nunca mais poder ver-te, e nunca mais encontrar um português ou uma portuguesa, e nunca mais poder ler ou ouvir a língua portuguesa.

E olha que este é um desejo que muitas vezes tenho.

Esta é a única verdadeira prova de amor: fazer tudo para que sobreviva quem se ama. Mesmo que nunca mais te víssemos, Portugal, saberíamos que continuavas a existir, que as nossas saudades teriam onde se agarrar. Por muito que mudasses, mal te deixássemos e nunca mais te víssemos, já não mudavas mais.

Mesmo que não houvesse em ti um único pormenor que não houvesse nos restantes países do mundo, que são muitos; mesmo que houvesse um país escondido que fosse igualzinho a Portugal em todos os pormenores; mesmo assim eu amar-te-ia como se fosses o único país do mundo, diferente em tudo.

Portanto, já viste, ó Portugal: não preciso de nenhuma razão para te amar. Amo-te sem razão. Amo-te às cegas, antes sequer de olhar para ti. Podes ser o pior país do mundo, ou o melhor, ou o mais monotonamente assim-assim. Não me interessa. Amo-te. Amo-te à mesma. Amo-te antes de falarmos nisso.

Amo-te tanto que, quando perguntas porque é que eu te amo, não fico nervoso nem irritado. Não preciso de tentar dar uma razão convincente. Amo-te à mesma, fiques ou não convencido.

E, mesmo que te aborreças de ouvir todas as razões que tenho para te amar, eu continuarei a dizê-las, porque gosto de dizê-las e porque, que diabo, também eu preciso, às vezes, de me lembrar e de me convencer do quanto eu te amo.

Amo-te mesmo que sejas impossível de conhecer ou de descrever. Isto é muito importante. O Portugal que eu conheço e descrevo é apenas o Portugal que eu julgo, se calhar, conhecer (pouco) e descrever (mal).

Cada pessoa apaixonada por ti está apaixonada por um Portugal diferente do meu. Até o meu Portugal é, conforme os climas, bastante diferente do meu - para não dizer estrangeiro.

Por exemplo, uma das razões por que te amo é o teu clima. Acho que tens um bom clima. Mas não julgues que há muitos portugueses apaixonados por ti que concordam comigo. Esses julgam o teu clima dia a dia e hora a hora e gostam dele, quando muito, vinte por cento do ano. Em cada cinco horas do teu clima, gostam de uma e odeiam quatro.

Pois eu amo-te sem saber sequer se o teu clima é bom ou mau. Não tenho a certeza, mas não interessa: amo-te mesmo ignorando tudo a teu respeito. Amo-te mesmo estando completamente enganado. A pessoa convencida sou eu. Quem está convencido que ama, quando fala do seu amor, não quer convencer ninguém. Quer declarar que ama. Se é bom ou mau nem secundário é. Fica noutro mundo, onde vivemos.

Como vês, não preciso de razões para te amar. Mas tenho muitas. E boas. A primeira delas é secreta e embaraça-me confessá-la: amo-te, Portugal porque, não sei como e contra todas as provas e possibilidades, acho que és o melhor país do mundo.

Pronto. Está dito. É uma vergonha pôr as coisas de uma maneira tão simples. Mas era isto que eu estava há que séculos para te dizer: amo-te, Portugal, por seres o melhor país do mundo.

Como vês não sou o romântico que estava a fingir ser, que te ama sem precisar de razões para isso. Tenho uma razão muito interesseira para te amar: acho que és o melhor país do mundo. Por muito relativista que eu seja noutras coisas, acho mesmo que tive sorte de nascer aqui. Em ti. Aqui, entre nós.

Desculpa.

Mesmo assim, insistes em perguntar: que tens tu de tão especial, que os outros países não têm?

Essa íntima vaidade, por exemplo. Tu não és orgulhoso. Mas, muito bem disfarçada, tens uma vaidade sem fim. Dizes-te feio e vestes-te mal mas, quando passas por um espelho, espreitas e achas-te giro. E se alguém te diz que és feio e estás mal vestido, não ficas ofendido - achas que aquela pessoa é obviamente estúpida e não tem olhos na cara.

Ou, pelo menos, não tem o discernimento e o bom gosto necessários para apreciar a tua oblíqua mas inegável formosura. A tua beleza, estás convencido, está reservada para os apreciadores. A ralé passa ao lado e não vê: deixá-la passar.

A tua vaidade é tanta que até te permites um grande desleixo. Sabes que, na terra onde nada plantaste, há-de crescer um jardim preguiçoso que um dia será selvagem e bonito, sem qualquer esforço teu. Deus e o tempo trabalham por tua conta.

Sabes que a tinta fresca salta muito à vista e que é cansativa. Esperas, despreocupado, pela beleza que há-de vir com a passagem dos tempos. E a vaidade que sussurra, preguiçosamente, a quem insista em aproximar-se: «Sim, eu sei que sou uma casa bonita e não, não me lembro da última vez que fui pintada. Eu cá não preciso de me abonecar.»

Graças ao desleixo que a tua vaidade consente, mudas menos do que os outros países. As pessoas acham que és conservador, que és contra a mudança. Mas não é isso. És vaidoso e preguiçoso porque achas que não precisas de grandes esforços ou mudanças: sabes que continuas encantador.

O teu desleixo também é causa de muito sofrimento mas não é numa carta de amor que vou falar dele. Também tem consequências agradáveis.

Por exemplo, dizes que queres ser um país de primeira categoria. Mas sabemos todos que não queres. Gostas de ser de segunda, como gostas de não ser de terceira. Gostas de ter países melhores do que tu, para visitar ou invocar, quando fazes aquela fita de lamentar que não seja possível teres tudo o que tens de bom, menos tudo o que tens de mau, trocado pelo melhor que houver nos outros países.

Tu não queres nada a não ser que gostem de ti. E não estás disposto a fazer nada por isso. Nem é preciso serem muitos a gostar. Se calhar, até te bastava um. Aposto que é essa a impressão que consegues dar a cada um dos desgraçados, como eu, que estão apaixonados por ti.

Eu poderia perder anos a fazer um cuidadoso retrato de ti. Por muito verosímil que fosse, davas uma olhadela e dizias com desdém, a fazer-te caro ao mesmo tempo: «Isso não sou eu. Isso é outro país qualquer que inventaste...»

É a tua maneira, Portugal amado, de garantir que continuaremos a tentar retratar-te. Tanto te faz que o retrato seja feio ou bonito, desde que seja de ti.

Quanto mais variados forem, mais gostas. Até tu, nas tuas paisagens, varias e hesitas tanto e recusas-te a decidir, como quem não tem pressa e, no fundo, não escolhe nem decide, porque quer tudo.

Preferias ser amado por quem tem razões para te odiar? Isso sei eu. Paciência. Eu amo-te porque mereces. Eu amo-te pelas tuas qualidades. Preferias não tê-las. Para que o amor fosse mais puro, mais contraditório, mais injustificável. Mas tens qualidades.
Desculpa lá dizer-te isto, Portugal, mas amar-te é uma coisa simples.

Amo-te, aconteça o que acontecer. Amo-te por causa de ti. Não é apesar de ti. É por causa de ti. Não há outra razão. Nem podia haver uma razão mais simples.

Por muito que te custe ouvir (apesar de eu saber que não só não te custa nada como gostas de ouvir), digo-te: é tão grande o meu amor por ti que até consigo amar-te sem dar por isso.

Já viste?

Miguel


Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público' (10 Junho 2011)



terça-feira, 11 de setembro de 2012

“A FESTA DO AVANTE”, MIGUEL ESTEVES CARDOSO.

Voltando ao tema do comunismo, deparo-me com este artigo do MEC que acho que vale a pena ser partilhado e relembrado.
“A FESTA DO AVANTE”, MIGUEL ESTEVES CARDOSO.
Miguel Esteves Cardoso, in "SÁBADO", 13 de Setembro de 2007
"Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.
Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.
O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.
Porque é que a Festa do Avante faz medo?
É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom-tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem-dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei?
É sempre desconfortável estar rodeado por pessoas com ideias contrárias às nossas. Mas quando a multidão é gigante e a ideia é contrária é só uma só – então, muito francamente, é aterrador.
Até por uma questão de respeito, o Partido Comunista Português merece que se tenha medo dele. Tratá-lo como uma relíquia engraçada do século XX é uma desconsideração e um perigo. Mal por mal, mais vale acreditar que comem criancinhas ao pequeno-almoço.
BEM SEI QUE A condescendência é uma arma e que fica bem elogiar os comunistas como fiéis aos princípios e tocantemente inamovíveis, coitadinhos.
É esta a maneira mais fácil de fingir que não existem e de esperar, com toda a estupidez, que, se os ignoramos, acabarão por se ir embora.
As festas do Avante, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas.
É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça.
A condescendência leva-nos a alvitrar que “assim também eu” e que as festas dos outros partidos também seriam boas caso estivessem um ano inteiro a prepará-las. Está bem, está: nem assim iam lá. Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo.
Em vez de usar, para explicar tudo, o velho chavão da “ capacidade de organização” do velho PCP, temos é que perguntar porque é que se dão ao trabalho de se organizarem.
Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria. E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão.
É por isso que não se sentem “derrotados”. O desaparecimento da URSS, por exemplo, pode ter sido chato mas, na amplitude do panorama marxista-leninista, foi apenas um contratempo. Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.
Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.
Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados.
Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista.
Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. Convinha-nos pensar que as comunas eram um rebanho mas a parecença é mais com um jardim zoológico inteiro. Ali uma zebra; em frente um leão e um flamingo; aqui ao lado uma manada de guardas a dormir na relva.
QUANDO SE CHEGA à Festa o que mais impressiona é a falta de paranóia. Ninguém está ansioso, a começar pelos seguranças que nos deixam passar só com um sorriso, sem nos vasculhar as malas ou apalpar as ancas. Em matéria de livre de trânsito, é como voltar aos anos 60.
Só essa ausência de suspeita vale o preço do bilhete. Nos tempos que correm, vale ouro. Há milhares de pessoas a entrar e a sair mas não há bichas. A circulação é perfeitamente sanguínea. É muito bom quando não desconfiamos de nós.
Mesmo assim tenho de confessar, como reaccionário que sou, que me passou pela cabeça que a razão de tanta preocupação talvez fosse a probabilidade de todos os potenciais bombistas já estarem lá dentro, nos pavilhões internacionais, a beber copos uns com os outros e a divertirem-se.
A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é difícil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.
Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista.
O desaparecimento da União Soviética foi, deste ponto de vista, particularmente infeliz por ter eliminado a potência cujas ordens eram cegamente obedecidas pelo PCP.
Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.
Quer se queira quer não (eu não queria), sente-se na Festa do Avante! Que está ali uma reserva ecológica de Portugal. Se por acaso falharem os modelos vigentes, poderemos ir buscar as sementes e os enxertos para começar tudo o que é Portugal outra vez.
A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada. (Fiquemos por aqui que já estou a escrever à comunista).
A Exposição do Mundo Português era “para inglês ver”, mas a Festa do Avante! Em muitos aspectos importantes, parece mesmo inglesa. Para mais, inglesa no sentido irreal. As bichas, direitinhas e céleres, não podiam ser menos portuguesas. Nem tão-pouco a maneira como cada pessoa limpa a mesa antes de se levantar, deixando-a impecável.
As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.
Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisíveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca.
O preconceito anticomunista dá-os como disciplinados e regimentados – se calhar, estamos a confundi-los com a Mocidade portuguesa. Não são nada disso. A Festa funciona para que eles não tenham de funcionar. Ao contrário de tantos festivais apolíticos, não há pressa; a ansiedade da diversão; o cumprimento de rotinas obrigatórias; a preocupação com a aparência. Há até, sem se sentir ameaçado por tudo o que se passa à volta, um saudável tédio, de piquenique depois de uma barrigada, à espera da ocupação do sono.
Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras. Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.
Nem vale a pena indagar acerca da marca do champô.
Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.
E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas.
É UM ALÍVIO A FALTA de entusiasmo fabricado – e, num sentido geral de esforço. Não há consensos propostos ou unanimidades às quais aderir. Uns queixam-se de que já não é o que era e que dantes era melhor; outros que nunca foi tão bom.
É claro que nada disto será novidade para quem lá vai. Parece óbvio. Mas para quem gosta de dar uma sacudidela aos preconceitos anticomunista é um exercício de higiene mental.
Por muito que custe dize-lo, o preconceito - base, dos mais ligeiros snobismos e sectarismos ao mais feroz racismo, anda sempre à volta da noção de que “eles não são como nós”. É muito conveniente esta separação. Ma é tão ténue que basta uma pequena aproximação para perceber, de repente, que “afinal eles são como nós”
Uma vez passada a tristeza pelo desaparecimento da justificação da nossa superioridade (e a vergonha por ter sido tão simples), sente-se de novo respeito pela cabeça de cada um.
Espero que não se ofendam os sportinguistas e comunistas quando eu disser que estar na Festa do Avante! Foi como assistir à festa de rua quando o Sporting ganhou o campeonato. Até aí eu tinha a ideia, como sábio benfiquista, que os sportinguistas eram uma minúscula agremiação de queques em que um dos requisitos fundamentais era não gostar muito de futebol.
Quando vi as multidões de sportinguistas a festejar – de todas as classes, cores e qualidades de camisolas -, fiquei tão espantado que ainda levei uns minutos a ficar profundamente deprimido.
POR OUTRO LADO, quando se vê que os comunistas não fazem o favor de corresponder à conveniência instantaneamente arrumável das nossas expectativas – nem o PCP é o IKEA -, a primeira reacção é de canseira. Como quem diz:”Que chatice – não só não são iguais ao que eu pensava como são todos diferentes. Vou ter de avaliá-los um a um. Estou tramado. Nunca mais saiu daqui.”
Nem tão pouco há a consolação ilusória do pick and choose.
...É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a-dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas.
Hás uma frase do Jerónimo de Sousa no comício de encerramento que diz tudo. A propósito de Cuba (que não está a atravessar um período particularmente feliz), diz que “resistir já é vencer”.
É verdade – sobretudo se dermos a devida importância ao “já”. Aquele “já” é o contrário da pressa, mas é também “agora”.
Na Festa do Avante! Não se vêem comunistas desiludidos ou frustrados. Nem tão pouco delirantemente esperançosos. A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.
Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar.
NA FESTA DO AVANTE! Sente-se a satisfação de chatear. O PCP chateia. Os sindicatos chateiam. A dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. Do ensimesmamento online, do relativismo ou niilismo ideológico. Chatear é uma forma especialmente eficaz de resistir. Pode ser miudinho – mas, sendo constante, faz a diferença.
Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante: dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.
Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.” (E só com um bocadinho de nada com medo)."

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sinceramente, isto começa a aborrecer!!

Mas que gente esta...
Se esta lei passa, é só mais uma prova que os políticos e os senhores do dinheiro andam todos de mão dada, e comem todos à mesma mesa. Uma mão lava a outra. Isto é mesmo revoltante!

Entrega da casa não chega para pagar dívida | agência financeira

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

As ideias que temos sobre o comunismo! Será mesmo assim?


Uma experiencia Comunista…



Um professor de economia a exercer numa Universidade, num dado dia, disse:- “Nunca chumbei um só aluno antes, mas, uma vez, chumbei uma turma inteira”.

Esta turma em particular tinha insistido que o comunismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.

O professor então disse: – “Ok, vamos fazer uma experiencia comunista nesta turma. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas em provas.”

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma, e, portanto seriam justas. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores…

Logo que a média das primeiras provas foi tirada, todos receberam 14 valores. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram, ficaram muito felizes com o resultado.

Quando o segundo teste foi realizado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam da média das notas, portanto, agindo contra as suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.

Em resultado, a segunda média dos testes foi 10 Valores. Ninguém gostou.

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5 Valores.

As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da turma. Portanto, todos os alunos chumbaram… Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiencia comunista tinha falhado porque ela fora baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi o seu resultado.

“Quando a recompensa é grande”, disse, o professor, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós, mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”