terça-feira, 29 de julho de 2008

No Money, No Love...

"Os portugueses têm uma produtividade marroquina mas vivem como alemães".
 
Era esta, aproximadamente, a ideia que, há uns anos, surgiu escrita num artigo do "Wall Street Journal" em que era analisada a situação da economia portuguesa e o progressivo endividamento das empresas, famílias e Estado.
 
Adorei esta frase. E como é que fazemos isto? Endividamento...
Gastamos o que não temos, fazemos vidas muito superiores aos nossos salários, pedimos crédito para comprar um carro, e melhor ainda... todos temos que ter uma casa!
Quem é que ganha com isto? Os bancos, e as empresas de crédito fácil, cuja publicidade ainda não foi proibida não sei como!
Mas a culpa não é deles, é nossa... porque ninguém obriga a recorrer ao crédito...
Os níveis de poupança são os mais baixos de sempre, contrariamente com o que acontece com o nível de endividamento. O aumento das taxas de juro é inevitável o que leva a que as famílias tenham que recorrer de novo ao crédito...
Quando é que vamos cair na real?
Como dizia a outra... "No money, no love".
 
 

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Isto sim é o paraíso...




Nestes últimos 4 dias passei por sítios tão maravilhosos que já quero voltar.


Depois de muito correr pelo mundo acho este sem dúvida o mais bonito.




Mais fotos aqui:




Porque é que não gosto do estado social...

 
Limpeza étnica

 O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.
"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência.
 A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala.
Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.
Por Mário Crespo

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Para as pessoas de quem eu gosto e que pensam que gostam de mim...

Um dia no chat transcrevi esta frase a uma amiga. Estávamos a falar da minha vida, da minha situação, de como eu me sinto nesta altura... etc. Acabei por ficar sem saber se ela entedeu, mas de qualquer modo cá vai a frase:

"Quando vemos sempre as mesmas pessoas acabamos por considerar que elas fazem parte das nossas vidas.
E como elas fazem parte das nossas vidas passam também a querer modificar as nossas vidas.
E se nós não formos como elas esperam, ficam chateadas.
porque todas as pessoas têm a noção de como devemos viver a nossa vida
."
Sr. Coelho in Alquimista

Agora é que foi mesmo a última transcrição que fiz... qualquer dia este blog começa a ser um site com as frases famosas do Sr. Coelho...

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mais filosofias do Sr. Coelho


As frases do senhor Coelho são realmente profundas e identifico-me bastante com elas. Há muitas que gostaria de pôr aqui para partilhar, mas não quero abusar porque as frases profundas deixam de o ser quando são demasiadas...

"Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela."
Apesar de me ter sentido arrancado várias vezes, penso que nunca conseguiria pôr em palavras de uma maneira tão simples esta dualidade. Parabéns Sr. Coelho, gostei.

Oração de Petrus in Diário de um Mago
















O sr. Paulo Coelho, escreve umas coisas muito engraçadas...


Mais um tema para filosofar na ilha de Tavira...

Oração de Petrus:

Tende piedade Senhor dos que se escravizam pelo laço de seda do Amor, e julgam-se donos de alguém, e sentem ciúmes, e matam-se com veneno e torturam-se porque não conseguem ver que o Amor muda como o vento e como todas as coisas.

Mas tende mais piedade dos que morrem de medo de amar, e rejeitam o amor em nome de um Amor Maior que eles não conhecem, porque não conhecem a Tua lei que diz: "Quem beber desta água, nunca mais tornará a ter sede"

IPhone

"Os portugueses que queiram adquirir o iPhone vão ter de pagar os terminais mais caros da Europa. No limite, para um telemóvel com um preço de venda ao público de 129,9 euros, que exige uma mensalidade de 64,9 euros e uma fidelização de 24 meses, o utilizador pagará no final 1.687 euros."

Para quem quiser comprar sem encargos mensais os preços variam entre os 500 e os 600 euros, consoante os modelos, ou seja mais que o ordenado mínimo mensal.

Depois de ver a corrida aos iPhones, faz-me pensar que já não há crise, num país endividado até às pontas dos cabelos. Ainda por cima é sabido que este telemóvel não tem metade das funcionalidades de outros que custam metade do preço.

No que é que as pessoas pensam? Quais são os valores orientadores que guiam o ser humano? É por aqui que caiem todas as teorias económicas... Porque todas elas estão baseadas na premissa que o ser humano é um ser racional...

É claro que o marketing e a imagem contam, mas está na altura de abrir os olhinhos...